Secretário de Indústria e Comércio afirma que industrialização de Morrinhos vai bem

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A Secretaria Municipal de Indústria e Comércio é responsável pelo fomento industrial, comercial e dos serviços de orientação, controle e licenciamento de instalações industriais, comerciais, comércio transitório e serviços, da realização de estudos, e da colaboração com órgãos e entidades federais e estaduais, no âmbito de sua competência. Compete a ela promover a realização de programas de fomento à indústria, comércio e todas as atividades produtivas do município. Sua missão é viabilizar projetos para atrair novas indústrias para Morrinhos. Um de seus principais objetivos é estimular a adoção de medidas que possam ampliar o mercado de trabalho local. É de sua obrigação também a promoção de cursos de preparação ou especialização de mão-de-obra necessária às atividades econômicas do município. Promover a articulação com diferentes órgãos, tanto no âmbito governamental como na iniciativa privada, visando ao aproveitamento de incentivos e recursos para a economia municipal e cabe a ela, ainda, elaborar planos e projetos concernentes ao desenvolvimento industrial e comercial do município, bem como a capacitação empreendedora dos empresários locais.

Secretário, você pode, por gentileza, relacionar os projetos e ações da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio de Morrinhos, no ano passado e, ao mesmo tempo, dizer quais são as perspectivas para 2015?

Paulo de Tárcio – Em 2013, quando assumi o cargo, não encontrei aqui nenhum projeto em andamento, contrariando nossas expectativas de encontrar algum projeto de construção de alguma nova indústria vindo para cá. Não tinha absolutamente nada! Tive que começar da estaca zero, assim como quando eu assumi a pasta no segundo mandato do prefeito Rogério Troncoso, em 2009. É importante observar que a Secretaria de Indústria e Comércio é totalmente diferenciada das demais pastas da administração municipal. As demais secretarias têm funcionamento contínuo, até mesmo no dia em que são empossados seus novos titulares, elas não param de produzir. Por exemplo, na Secretaria de Saúde, o simples fato de atender a uma consulta no Hospital Municipal ou nos PSFs, no dia da posse, significa que aquela pasta não pode paralisar suas atividades em nenhum momento. Da mesma forma acontece com a Secretaria de Ação Social, Secretaria de Obras e Serviços e outras. Diferentemente da minha que, infelizmente, só vai apresentar resultados dois ou três meses depois que tomamos posse. Temos primeiro, que organizar a casa para, logo em seguida, partir para a luta em busca de empresários interessados em se estabelecerem aqui. Vamos, então, entrar em contato com os órgãos do Governo Estadual, como a Secretaria de Indústria e Comércio, e solicitar o agendamento de uma reunião nossa com os comandantes daquela pasta, quando, então, apresentaremos nosso plano de metas e solicitamos sua ajuda no sentido de atrair novas indústrias para Morrinhos.

O senhor começou a trabalhar e os resultados positivos começaram a aparecer?

Paulo de Tárcio- Assim que iniciamos nossa peregrinação pelos órgãos estaduais, encarregados da captação de novas indústrias para Goiás, começamos a colher os primeiros frutos nessa árdua e difícil tarefa. E fomos bem sucedidos. Quando assumimos o comando desta secretaria, o Distrito Agroindustrial de Morrinhos (DAIMO) ainda dispunha de 150 a 160 metros quadrados para atender aos interessados. Hoje, fevereiro de 2015, está tudo vendido e pago.

Isso é garantia de que a empresa vai vir para cá?

Paulo de Tárcio- Não. Por quê? Porque, depois de adquirir o terreno, é hora do empresário apresentar seu projeto de viabilidade técnica. Quase 100% dos empresários, que estão interessados em vir para o Daimo, visam à obtenção de empréstimos bancários, para dar andamento ao financiamento de seu projeto. E o financiamento bancário é um entrave forte neste processo, pois, se ele não conseguir financiamento, o empresário pode até desistir da ideia, a não ser que ele tenha uma situação financeira boa e que lhe permita alcançar sua meta, utilizando, para tanto, dinheiro do próprio bolso.

Como foi que o senhor fez para entrar em contato com possíveis empresários interessados em implantarem suas indústrias aqui?
Paulo de Tárcio – Ligamos para alguns amigos que fiz na gestão anterior do Rogério, e pedimos que nos indicassem os nomes de possíveis empresários interessados em virem se estabelecer em Goiás e logo surgiram os primeiros nomes. Fizemos contato imediato com eles e os convidamos para conhecerem Morrinhos e as vantagens que a Prefeitura oferece. Falamos também da localização geográfica do município. Além disso, temos ido frequentemente a Goiânia onde, felizmente, sempre fomos muito bem recebidos, principalmente pelo pessoal do Escritório de Viabilidade Técnica e Operacional, da Secretaria de Indústria e Comércio do Estado, cuja função é elaborar os projetos de instalação de novos projetos industriais nos municípios goianos. Lá, podemos dizer que, com certeza, temos preciosos colaboradores dispostos a ouvirem atentamente nossas reivindicações e que fazem o possível para nos atender. (Porque a instalação de uma nova indústria em qualquer parque industrial de Goiás depende da aprovação dos respectivos projetos.) Nada podemos fazer se não tivermos em mãos o projeto aprovado pelo Governo Estadual. Quando o empresário vem, não só para Morrinhos, mas também para qualquer outro município do Estado, ele estuda, criteriosamente, os incentivos fiscais que os governos municipal, estadual ou federal, oferecem. Ele vai escolher, é claro, o município que oferecer maiores vantagens.

Quais são os órgãos estaduais que podem ajudar neste sentido?

Paulo de Tárcio – Temos o Fundo do Centro-Oeste (FCO), o Produzir, o Goiás Industrial e o Fomentar. São vários programas governamentais que podem ajudar na concessão de financiamentos e elaboração de projetos e a prefeitura ajuda, de uma forma ou de outra, efetuando, inclusive, os serviços de terraplenagem e realizando obras de pavimentação de ruas. Já ao Estado compete a instalação de energia elétrica e a concessão de outros benefícios. É uma engrenagem funcionando a três mãos, digamos assim. O Goiás Industrial é um órgão do Governo Estadual que nos ajuda muito no encaminhamento de nomes de empresas e indústrias interessadas em se instalar no nosso município. Também é muito importante o Programa Fomentar – Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás – que tem o objetivo de incrementar a implantação e a expansão das indústrias para a promoção do desenvolvimento do Estado. Temos, ainda, um novo programa de atração de investimentos para Goiás – o Produzir -, cuja atuação tem sido fundamental na luta para situar o nosso Estado como uma das melhores opções para investimentos no Brasil.

Quais são as principais funções da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio neste processo?

Paulo de Tárcio – Nossa função é entrar em contato com esses empresários e convidá-los para conhecerem Morrinhos e as vantagens fiscais e outros serviços oferecidos pela Prefeitura. Estamos, dessa maneira, procurando atraí-los para o nosso município. E manter contato ininterrupto com esses órgãos e os empresários para que possamos alcançar nosso objetivo que é o de promover o crescimento econômico de Morrinhos.

Qual é a importância da participação do prefeito nessa difícil tarefa de trazer o maior número possível de indústrias e empresas para o município?

Paulo de Tárcio – Quando chegamos a Goiânia, pedindo ajuda a esses órgãos, no nome de Rogério, as portas se abrem. Rogério é uma pessoa muitíssimo conhecida e respeitada nos meios políticos e nos órgãos da administração estadual. Seus dirigentes, que já o conhecem há anos, fazem questão de tecerem rasgados elogios a nosso prefeito, salientando que ele é um exemplo de bom administrador público. “É dinâmico e dedicado ao extremo”, afirmam. Para eles, Rogério Troncoso tem demonstrado ser um dos prefeitos mais honestos e inteligentes de Goiás. Esse perfil altamente positivo do nosso prefeito contribui muito para o êxito de nossos esforços. O bom gestor traz resultados igualmente bons. Rogério é dono de um entusiasmo que contagia e todos o admiram pela sua franqueza que, às vezes, choca. Ele nunca enrola. O que ele pode fazer, ele faz. Mas, o que não pode ele diz na hora.

Quais são os primeiros passos que o empresário deve tomar para instalar sua indústria ou empresa em nosso município?

Paulo de Tárcio – O primeiro passo que o empresário deve dar é apresentar uma carta de intenção lá no Goiás Industrial, que, em seguida, será examinada por um conselho deliberativo que, às vezes, se reúne de dois em dois meses. O processo é lento e demanda tempo, pois a burocracia é grande e tudo isso exige de nós, principalmente, muita dedicação, muita paciência e muito otimismo. É projeto elétrico, é projeto hidráulico, é projeto arquitetônico, é Corpo de Bombeiros, etc. O empresário pode levar até um ano para fazer tudo isso. Se a carta de intenção satisfazer todos os critérios exigidos e for aprovada por aquele conselho, aí o empresário parte para o preparo da documentação exigida. Caso, ele não consiga financiamento de bancos, como o Banco do Brasil e o BNDES, ou do governo, para viabilizar seu projeto, ele pode, se tiver recursos próprios, financiar o investimento com dinheiro do próprio bolso.

O senhor disse que o Daimo não tem mais espaço disponível para receber novas empresas. O que está sendo feito para resolver esse problema?

Paulo de Tárcio – Há uma grande necessidade de ampliarmos urgentemente o nosso parque industrial. Mas, essa ampliação no Daimo é impossível. O Distrito de Pequenas Indústrias (DPI), situado na saída para Buriti Alegre, também já dispõe de mais espaço. Está totalmente ocupado. Com isso, estamos estudando a possibilidade de criar uma nova área, um novo parque industrial, para atender a esses empresários que estão numa lista de espera. Contamos com o total apoio dos nossos vereadores para a criação dessa nova área. Assim que providenciarmos novos terrenos entraremos imediatamente em contato com os empresários, para dar a boa notícia, tanto para eles como para Morrinhos. Aqui mesmo na cidade, temos várias empresas que precisam sair do perímetro urbano; precisam deslocar seus estabelecimentos para um local adequado. E isso vai acontecer logo, logo.

Relação de empresas com terreno comprado e pago no Daimo – Distrito Agroindustrial de Morrinhos:

Canaã – Artefatos de Pneus –Indústria que reutiliza pneus velhos na fabricação de concreto, pisos, tapetes para carros e mantas para quadras esportivas.

Led do Brasil – Fabricação de luminárias e outros equipamentos de iluminação.

Lukgeo Embalagens – A indústria, que fabrica tinta especial para impressão de textos, figuras, logomarcas, etc., já está pronta para iniciar a construção de suas instalações físicas.

H. L. Terraplenagem Ltda

Blocos Oliveira – Atua na fabricação de artefatos de cimento.

Brasmix Cimento Usinado

E.T.A. = Estação de Tratamento de Água

Elo Construtora Ltda – Fabrica artefatos de cimento.

Ecoplast –A indústria é morrinhense e fabrica, atualmente, material para forro de PVC e está ampliando para fabricar, também, canos de PVC.

Mundi Tripas – A indústria está atualmente com suas obras paralisadas, mas encontra-se em processo de retomada de seu processo de implantação.

Sarv – Indústria de peças para colheitadeiras.

Alod Fashion – Empresa que atua na confecção de uniformes industriais.

Agepel – Indústria reutiliza material reciclável na fabricação de telha ecológica.

Tubos Mil – Indústria que fabrica artefatos de cimento.

DLA Tecnologia – Indústria que fabrica fibras óticas.

Votumix – Empresa que fabrica artefatos, utilizando cimento usinado, está pronta para iniciar suas atividades em Morrinhos.

Governo da Cidade de Morrinhos. O Povo em Primeiro Lugar!
Redação e fotos: Assessoria de Comunicação Social (Assecom)