Prefeito vai ouvir propostas de representantes do Programa Agricultura Familiar

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O prefeito morrinhense, Rogério Troncoso, recebe nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, às 9 horas, em seu Gabinete, no Palácio dos Pomares, dirigentes e agricultores integrantes da Cooperativa Integrada dos Agricultores Familiares do Assentamento Tijuqueiro (Cooperfat).

Na ocasião, o Chefe do Poder Executivo Municipal vai ouvir, dos representantes daquele órgão cooperativista, informações sobre os projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e outras atividades da Cooperativa que estão em andamento, além de propostas de futuros programas de fortalecimento da agricultura familiar, naquela colônia agrícola.

“O objetivo desse encontro com o nosso prefeito é colocá-lo a par das atividades já em desenvolvimento e, ao mesmo tempo, mostrar-lhe nossas propostas de novos projetos, mantendo, assim, essa relevante parceria entre a Cooperfat e o Município”, explica Divino Goulart, cooperado e colaborador da Cooperativa. Ele frisou que Rogério tem demonstrado grande interesse na manutenção da parceria que valoriza muito o pequeno agricultor, através da aquisição, pelo município, de produtos alimentícios produzidos por eles e que, em Morrinhos, são destinados à merenda escolar servida aos alunos da rede municipal de ensino.

“O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) exerce papel fundamental na economia do município, pois, além de proporcionar a distribuição de renda, o projeto assegura a circulação de dinheiro e auxilia os produtores rurais, incentiva a agrobiodiversidade e a preservação da cultura alimentar regional. Por isso, temos grande satisfação em manter essa importante parceria da Prefeitura com a Cooperfat”, assinala o prefeito.

Saiba mais…
A Agricultura Familiar pode ser entendida como o cultivo da terra realizado por pequenos proprietários rurais, tendo como mão de obra essencialmente o núcleo familiar. Ela gera, atualmente, mais de 80% da ocupação no setor rural e responde, no Brasil, por 7 de cada 10 empregos no campo e por cerca de 40% da produção agrícola.

Atualmente a maior parte dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros vem das pequenas propriedades. A Agricultura Familiar favorece emprego de práticas produtivas ecologicamente mais equilibradas, como a diversificação de cultivo, o menor uso de insumos industriais e a preservação do patrimônio genético. Em 2009 cerca de 60% dos alimentos que compuseram a cesta alimentar distribuída pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) originaram-se da Agricultura Familiar.

No Brasil, a Agricultura Familiar é responsável pela produção de 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 60% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos.

De acordo com o último Censo Agropecuário, a Agricultura Familiar responde por 37,8% do valor bruto da produção agropecuária. De acordo com a Secretaria Nacional de Agricultura Familiar, aproximadamente 13,8 milhões de pessoas trabalham em estabelecimentos familiares, o que corresponde a 77% da população que se ocupa da agricultura.

O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado em 1990, com o objetivo de financiar projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é um mecanismo complementar ao Pronaf, sendo considerado como uma das principais ações estruturantes do Programa Fome Zero. O PAA apoia à comercialização dos produtos alimentícios da agricultura familiar, no qual o governo adquire alimentos dos agricultores familiares e doa parte dele para pessoas em risco alimentar.

Os alimentos, produzidos pela Agricultura Familiar, são comprados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por prefeituras e alguns estados, a um preço de referência, equivalente ao preço de atacado do produto pesquisado no mercado regional.

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Redação e fotos: Assessoria de Comunicação Social (Assecom)