Secretário Municipal de Indústria e Comércio fala sobre importância do Projeto de Revitalização do Comércio

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“O Projeto de Revitalização do Comércio de Morrinhos vai ser desenvolvido pela Agência Local do SEBRAE em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Morrinhos (ACIM) e a Prefeitura. Com recursos da ordem de 800 mil reais, o SEBRAE é responsável direto pela elaboração do projeto que propõe a criação de uma estrutura para atrair consumidores, gerando emprego e renda para o município”.

Na entrevista abaixo, o Secretário Municipal de Indústria e Comércio, Paulo de Tárcio, discorre sobre a importância do projeto que promete revolucionar o comércio morrinhense nos próximos anos. O projeto é proposto com vários módulos, entre eles, aulas, consultorias e viagens a campo.

O que é o Projeto de Revitalização do Comércio de Morrinhos?

Paulo de Tárcio – Trata-se de um projeto muito oportuno de iniciativa da Agência Local do SEBRAE, cujo coordenador, Dr. Eduardo Frauzino, tem trabalhado incessantemente para torná-lo realidade em Morrinhos. O projeto já foi executado nos municípios vizinhos de Caldas Novas e Rio Quente, com resultados altamente positivos, graças ao tripé de parcerias firmadas entre o SEBRAE, Associação Comercial e Industrial e Prefeitura. Quando Dr. Eduardo nos falou do projeto e de seus resultados animadores e que era possível trazê-lo para Morrinhos, ficamos muito entusiasmados com a proposta, resolvemos abraçá-la e partimos para colocá-la em prática imediatamente. Vale lembrar que esse projeto é feito a três mãos: via Prefeitura, via Sebrae e via comerciantes. Se faltar qualquer um desses três, o projeto pára.

Já existe uma disponibilização de verba para a realização do projeto em Morrinhos? Qual é o papel do SEBRAE no seu desenvolvimento?

Paulo de Tárcio – Sim, já existe. O Projeto de Revitalização do Comércio de Morrinhos está orçado em 800 mil reais, quantia que já se encontra à disposição do SEBRAE, que é o orgão gestor do projeto. Queremos fazer aqui um esclarecimento sobre o Projeto de Revitalização: o SEBRAE não financia nada. Ele não financia a sua reforma, ele não financia o seu capital de giro, não faz nada disso. O que o SEBRAE faz é fornecer uma assessoria. Por exemplo, você está precisando de uma assessoria de um engenheiro civil, para elaborar um projeto de modificação de seu estabelecimento comercial? Se o comerciante está precisando de um arquiteto, para melhorar o ambiente do seu comércio, se ele está precisando de um profissional de vitrine, o SEBRAE tem consultores nessa área e os disponibiliza para os empresários dentro desse projeto.

Caso o comerciante não esteja envolvido no projeto, essa consultoria vai pesar em seu bolso?

Paulo de Tárcio – Se o comerciante optar por não participar do projeto, ele terá que bancar os custos de contratação de um engenheiro civil ou de um arquiteto para modernizar o seu estabelecimento. Mas, se o comerciante estiver inserido no programa, ele não pagará nada, pois o SEBRAE dispõe de receita própria para a contratação desses profissionais e seus serviços de consultorias não terão custo nenhum. Mas fora do projeto, o comerciante terá que desembolsar para pagar esse tipo de despesa.

Quais foram os primeiros passos dados para a implantação do projeto em nossa cidade?

Paulo de Tárcio – O pontapé inicial do projeto foi a determinação de um roteiro por onde começaria a mudança. Essa tarefa foi atribuída a mim e ao Dr. Eduardo Frauzino. Depois de estudarmos cuidadosamente a questão, concluímos que a revitalização deveria ser feita em três etapas: a primeira, começando no sinaleiro do Supermercado Reis, confluência da Avenida Senador Hermenegildo com a Rua Major Evaristo Frauzino, descendo até o cruzamento da Senador Hermenegildo com a Avenida Couto de Magalhães. A segunda etapa, iniciando na esquina daquelas duas vias, onde funciona o Posto da Mangueira, e virando na Rua Barão do Rio Branco em direção à Rua Dr. Pedro Nunes, esquina onde funcionava a loja das Casas Pernambucanas; e a terceira etapa, descendo na Dr. Pedro Nunes, rumo à saída para Caldas Novas, até o Museu Antônio Correia Bueno, na Praça da Matriz de Nossa Senhora do Carmo.

O senhor já teve a oportunidade de visitar alguma cidade onde o projeto já foi desenvolvido? Qual foi a sua impressão?

Paulo de Tárcio – Sim, eu já estive em Curitiba, onde o projeto está em andamento e fiquei impressionado com a semelhança da nossa Barão do Rio Branco com Rua Copacabana, lá da capital paranaense. Até o projeto arquitetônico do prédio do cinema de lá é igual, é idêntico ao do nosso antigo Cine Hollywood. As ruas e as calçadas são estreitas tal qual a nossa Barão do Rio Branco. É impressionante! Pudemos observar lá o quanto o projeto foi importante para o fortalecimento do comércio. Os resultados foram muito gratificantes, e isso nos estimulou muito em desenvolvê-lo também aqui em nossa cidade.

Depois de traçado o roteiro por onde passará o projeto de revitalização, quais são os próximos passos para sua concretização?

Paulo de Tárcio – Estamos agora trabalhando na fase mais difícil do programa, as adesões dos comerciantes, cujas lojas estão situadas na primeira etapa do roteiro, ou seja na Avenida Senador Hermenegildo. Inicialmente tivemos uma dificuldade muito grande de reunir comerciantes interessados no projeto, principalmente aqueles que têm seus estabelecimentos localizados no trecho da primeira etapa. A maioria deles é de comerciantes antigos e que, depois de uma certa idade, não se interessam mais por qualquer projeto de inovação. São, até certo ponto, avessos à modernidade. Preferem ficar parados no tempo. Quero esclarecer que o Projeto de Revitalização prevê essencialmente a mudança da fachada da loja. E os comerciantes antigos já estão conformados com o hábito do abrir e fechar suas portas de lata. Hoje o comércio moderno já não admite mais isso. A modernidade manda que sejam utilizadas as portas de blindex, com as vitrines expondo seus produtos. Cabe aqui a citação de um velho provérbio político que diz o seguinte: “Quem não é visto não é lembrado”, ou seja: “Se seu produto não é visto, ele não é lembrado”. A pessoa passa na rua e vê a novidade exposta e volta amanhã para ver o preço daquilo que lhe chamou a atenção. Tentamos várias vezes, ligamos e convidamos os empresários, fomos pessoalmente até as lojas, mostramos as vantagens que a revitalização oferece. Mas, alguns comerciantes fazem uma ideia errada do projeto. Não é fácil.

Além da verba que o SEBRAE disponibiliza para custear as despesas com as consultores, o que mais essa entidade pode fazer dentro do Projeto de Revitalização?

Paulo de Tárcio – Os 800 mil reais, dos quais eu já falei aqui, são exatamente para pagar despesas com esses tipos de profissionais. Além disso, o SEBRAE ministra cursos sobre o bom atendimento nas lojas, sobre a exposição de produtos. Os supermecados modernos, por exemplo, colocam as guloseimas em exposição ao nível do olhar das crianças. Por quê? Pra elas verem e pedirem a mãe pra comprar. São modernas estratégias de mercado e o SEBRAE facilita o assesso gratuito dos comerciantes a essas estratégias de venda. Antigamente, os armazéns faziam isso de qualquer tipo. Hoje, não. Hoje existem técnicas de vendas, técnicas de atendimento, enfim, tem uma série de recursos que o SEBRAE oferece de graça dentro desse projeto. Se o comerciante quer melhorar a fachada de sua loja, quer vitrines mais atraentes, quer que seus funcionários sejam treinados para atender bem, então, ele precisa de uma consultoria neste sentido. O SEBRAE vai, então, contratar esse profissional específico, caso o órgão ainda tenha ele nos seus quadros. O SEBRAE vai contratar esse profissional que vai lhe fazer uma visita. Logicamente que esse profissional não vai ser contratado para atender a apenas um interessado. Não compensa o órgão trazer um consultor lá de Brasília só para atender um só. Tem que ter a adesão de todos os comerciantes. Por quê? Porque, de um modo geral, todos têm praticamente o mesmo problema. É a mudança do visual de seu estabelecimento, tornando-o mais atraente aos olhos do consumidor. É a mudança da fachada, é uma calçada que tem de ser restaurada ou é uma vitrine que tem de ser modernizada.

Quanto ao financiamento da mudança em seu estabelecimento comercial, onde ele poderá buscar recursos financeiros necessários para fazer a mudança desejada?

Paulo de Tárcio – Quanto ao financiamento para o pequeno lojista, ele existe na agência bancária onde o comerciante tem sua conta. Você pequeno comerciante, você pequeno lojista, subtende-se que você tem uma conta bancária, porque seu movimento não pode ser guardado debaixo do colchão, nem no cofre. Na sua agência bancária, seja ela qual for, você tem um histórico de movimentação financeira e é exatamente lá que você vai buscar o financiamento, com taxas de juros subsidiadas. Quando a sua agência bancária souber que você está fazendo parte de um projeto dessa envergadura, ela vai lhe oferecer linhas de crédito facilitadas, via Governo do Estado, e até via Governo Federal. Bastar procurar o gerente e discutir a melhor maneira na obtenção de um financiamento de baixo custo.

Suas considerações finais sobre o Projeto de Revitalização do Comércio de Morrinhos…

Paulo de Tárcio – Pedimos aos senhores comerciantes locais que façam a sua adesão ao projeto, porque vai valer a pena o investimento que, comprovamente, trará inúmeros benefícios para todos. Todos que fizerem a modernização de seu estabelecimento seguramente vão vender mais, gerando mais empregos contribuindo, dessa forma, para o crescimento e desenvolvimento de Morrinhos. Outra coisa importante: qualquer comerciante poderá participar do projeto e usufruir de seus benefícios. Não importante se o estabelecimento esteja fora do roteiro estabelecido nas três etapas do projeto; não importante se o estabelecimento esteja localizado no Morro da Saudade ou na Vila Santos Dumont. Todos poderão aderir ao projeto.

Governo da Cidade de Morrinhos. O Povo em Primeiro Lugar!
Redação e fotos: Assessoria de Comunicação Social (Assecom)